O Mistério da Criação: A Fonte Primordial e o Eterno Arquiteto do Universo
A busca por entender a essência do Criador acompanha a humanidade desde tempos imemoriais. A palavra Deus é, na verdade, uma tentativa desesperada do ser humano de nomear aquilo que transcende o tempo e o espaço. Ele é a fonte de todas as fontes, o princípio que nunca teve início e nunca terá fim.
Assim como um arquiteto invisível, Ele projeta e molda todas as realidades possíveis, estruturando a existência de forma inimaginável para nossa limitada compreensão. Em um único instante, multiplica-se infinitamente, criando e organizando universos além da nossa imaginação. Mas, como filhos do espaço-tempo, nossa percepção é restrita, incapaz de abarcar 1% das infinitas possibilidades dentro da mente do Todo.
A Trindade Universal: O Criador, O Modelador e O Mantenedor
A fonte criadora do universo age de maneira trina:
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Criação – Aquele que dá origem a tudo.
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Modelagem – A inteligência que molda a criação.
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Manutenção – O princípio que sustenta e aprimora a existência.
São três aspectos de uma mesma essência, agindo em diferentes funções, mas sempre integrados na mecânica cósmica. Esse princípio se reflete na própria estrutura do universo central e dos sete superuniversos, conforme os relatos dos escritos de Urântia.
No grande esquema da criação, os seres humanos são peças fundamentais. Como filhos do Criador, também somos co-criadores, participando ativamente da construção do futuro. Essa dinâmica reflete a contínua evolução do universo: Deus desfragmenta-se em novas criações, permitindo que novas inteligências se tornem criadoras, perpetuando o ciclo da existência.
A Manifestação do Criador: Arquétipos e Consciência Divina
Todas as grandes religiões tentaram, de alguma forma, traduzir o inqualificável, atribuindo-lhe formas, nomes e arquétipos. Jesus, Buda, Alá e tantos outros mestres são reflexos da consciência divina acessíveis à humanidade. Cada tradição oferece uma ponte entre o visível e o invisível, permitindo que a essência do Criador seja percebida, ainda que de maneira limitada.
Para aqueles que não acreditam em Deus, a própria natureza ou a ciência acabam assumindo o papel de explicação para os mistérios do universo. No fundo, seja pela religião, pela filosofia ou pela ciência, o homem busca compreender a verdade última.
Assim, tudo o que experienciamos já foi experienciado pelo Grande Experienciador. Nossa jornada consiste em vivenciar a criação, absorver aprendizado e, eventualmente, integrar-nos à plenitude do Todo.
A Música da Criação: O Papel da Consciência Humana
A busca pelo divino pode ser comparada ao aprendizado musical. As religiões, as filosofias e as ciências são como escolas de música, oferecendo métodos distintos para interpretar e compreender a harmonia cósmica.
Cada ser humano tem a capacidade de compor sua própria obra, escolhendo seus mestres, aprendendo os fundamentos e, eventualmente, criando sua própria melodia no grande concerto da existência. A verdadeira iniciação espiritual ocorre quando a consciência se torna capaz de ouvir e interpretar essa música divina.
Expansão e Contração: A Respiração do Cosmos
Assim como respiramos e expiramos, o universo também pulsa. Ele se expande e se contrai, refletindo um padrão cósmico de criação e transformação. Esse movimento pode ser observado desde o nascimento de uma estrela até o ciclo de vida de um ser humano.
A grande questão que se impõe é: existe um limite para essa expansão? Ou será que o Criador continua a criar infinitamente, sempre experimentando novas formas de existência? O que hoje parece incompreensível para nossa tecnologia, no futuro será apenas um fragmento do que ainda há para ser descoberto.
O Criador dos Criadores segue moldando o cosmos, e nós, como pequenas centelhas dessa inteligência suprema, seguimos explorando, aprendendo e crescendo. O que nos resta é compreender que, independentemente do nome que damos a essa força, nossa existência faz parte de um plano muito maior do que podemos imaginar.
Artigo: Irmão Barbosa.
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Este Artigo faz parte do Livro de Toleran. O Livro do Tolerâncialismo.
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