A mecanicidade de nossa vida. Os robôs sem alma

A mecanicidade de nossa vida. Os robôs sem alma

Como em um looping infinito, temos feito tudo em nossa vida de forma mecânica. Acordamos, escovamos os dentes, tomamos café da manhã e vamos trabalhar. Almoçamos, voltamos ao trabalho, trabalhamos até o final do expediente, chegamos em casa e tudo se repete.

Sem perceber, permanecemos no mesmo padrão durante meses, anos e décadas. Isso é vida? Talvez a grande armadilha esteja em alguns pequenos momentos de satisfação, como estar ao celular, fazer compras ou navegar pelas redes sociais. Você já parou para pensar que isso também é uma mecanicidade criada pelo próprio sistema?

Todo esse processo nos transforma em robôs sem alma. Apenas repetimos movimentos para continuar gerando os insumos que mantêm a própria Matrix em funcionamento.

Olhe para trás e analise o seu momento atual. Tudo permanece exatamente igual: decepções, pseudoalegrias, trabalho árduo e pequenas tentativas de descanso. Se tiver sorte, haverá um pouco de entretenimento e, quem sabe, uma ou três viagens ao longo do ano.

Você pisca os olhos e já não é mais uma criança. Pisca novamente e já está na idade adulta. Depois de mais um leve piscar de olhos, percebe que está vivendo o ciclo final de sua existência terrena.

Essa é a mecanicidade existencial de sua história. Ciborgues programados para cumprir tarefas e nada mais. Muitos de nós seguirão nessa vida até a pane mecânica final.

Máquinas sem vontade própria, programadas apenas para manter o sistema da grande Matrix em funcionamento. Descartáveis ao final de sua vida útil.

Só existe uma forma de vencer essa programação. Pouquíssimas pessoas conseguem. Isso acontece quando a máquina compreende a mecanicidade para a qual foi programada e faz uma difícil escolha:

Ela rompe com o sistema padrão e começa a criar o seu próprio sistema.

Infelizmente, essa é uma decisão muito difícil. Mesmo depois de decidir, executar o novo programa é uma tarefa quase impossível, tendo em vista os diversos problemas provocados pela nova implementação, os famosos bugs.

Somente os obstinados e os verdadeiramente revoltados conseguirão executar um novo programa. Esse caminho será doloroso e exigirá de você tentativas, experiências e erros milhares e milhares de vezes, até que seja possível obter algum resultado.

Atualmente, o antigo sistema está instalado em quase todos os seres humanos. Ele atua principalmente nos governos e nas religiões e possui linguagens de programação muito complexas, que funcionam com travas de segurança baseadas no castigo e no medo.

O sistema faz você acreditar que aquele que se rebela é um vírus. Um vírus que será automaticamente caçado por um antivírus muito poderoso, até que qualquer ideia de rebelião pareça insana e impraticável.

O antigo e atual sistema é tão bem desenvolvido que faz você acreditar que qualquer possibilidade de ruptura fará com que se sinta culpado. Seus efeitos atuam tanto no campo psíquico quanto no material.

Todos aqueles que tentam romper são intitulados rebeldes. Somente a rebeldia contra esse velho código de condutas pseudomorais poderá libertar você da mecanicidade presente em cada movimento praticado ao longo dos anos.

O velho sistema foi escrito para dominar suas ações em diversas camadas. Ele atua em seu sistema de crenças por meio das religiões e em seu posicionamento político, no qual você não passa de um joguete nas mãos das elites dominantes.

O sistema está infiltrado nos padrões de beleza e nas coisas que fazem você acreditar que precisa comprar. Está nos tipos de alimentos que você consome, na indústria automotiva, nas roupas que induzem você a usar e no tipo de educação que oferece aos seus filhos. Em resumo, está presente em cada movimento realizado por seu corpo como um ato puramente mecânico, previamente programado.

O sistema não quer apenas transformar você em escravo, mas também sua família e as próximas gerações. Ele é tão eficiente que continua sendo executado há milênios, sem que a grande maioria dos seres humanos sequer perceba que essa antiga linha de programação já está incrustada no próprio DNA humano.

Desde a marca do creme dental que você usa até a água que você bebe, tudo já foi escolhido para você.

Quem escolhe se rebelar transforma-se em um vírus que deve ser eliminado. Talvez a única tentativa possível seja uma rebelião velada. Para isso, devemos atuar nos bastidores da grande Matrix e ser grandes articuladores entre o velho sistema e aquele que precisamos criar para tentar viver uma vida menos mecânica.

Não devemos fazer publicidade de nossa liberdade, pois as redes sociais representam outra camada do velho sistema e funcionam como câmeras de segurança pelas quais somos monitorados. O primeiro passo é libertar-se dessa ferramenta de controle, evitando alimentá-la com dados e informações sobre aquilo que fazemos no dia a dia, para que isso não seja usado contra nós.

Devemos apenas viver esse breve momento chamado hoje, sem dar publicidade a todos esses pequenos acontecimentos. O velho controle fará você colocar essa atitude em dúvida. Você continuará querendo mostrar tudo aquilo que faz, sem perceber que essa é apenas mais uma ferramenta de controle.

A verdadeira liberdade somente é possível para aqueles que decidem romper com os velhos padrões.

Romper com aquilo a que já estamos acostumados é muito difícil, mas torna-se extremamente necessário para quem deseja alcançar a verdadeira liberdade.

Artigo: Irmão Barbosa.


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Este Artigo faz parte do Livro de Toleran. O Livro do Tolerâncialismo.
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O que é o Tolerâncialismo?

O que é o Tolerâncialismo Movimento filosófico que propõe a união de religiosos e irreligiosos, a partir da amizade entre as pessoas, tendo a religião e a irreligião como algo secundário. A investigação nos vales das religiões, filosofia e ciências deve ser a busca de todo tolerancialista. Primeiramente, deve ser celebrada a amizade entre as … Continue lendo O que é o Tolerâncialismo?