Ser mestre de si não é para qualquer um

Ser mestre de si não é para qualquer um

Uma tônica nos escritos do tolerancialismo tem sido a liberdade espiritual, por meio da qual as pessoas não tenham a necessidade de ter líderes ou de ser enviadas por quem quer que seja. Mas, infelizmente, sabemos que isso não é para todos.

A grande maioria das pessoas tem necessidade de ter um líder que as aconselhe. Querem ver um pastor guiando o rebanho, um rabino que as aconselhe ou um pai de santo que possa indicar um caminho. Sabem até onde fica o lugar aonde querem ir, mas preferem ter alguém que lhes aconselhe.

É muito mais fácil comprar o bolo pronto na padaria do que comprar os ingredientes e seguir o passo a passo. Não que um guia em uma estrada tortuosa seja desnecessário, mas, depois de percorrer várias vezes o caminho, você já saberia ir sozinho. Mesmo assim, prefere estar atrás, recebendo ordens para virar à direita, virar à esquerda ou seguir em frente.

Mesmo sabendo como deve ser feito, as pessoas preferem ter alguém para guiá-las. Nossos escritos falam sobre assumir o protagonismo da própria vida. Mesmo que erre, quem estará errando será você. Será que quem guia você nunca errou? Por que não assumir as rédeas e errar por si mesmo? A boa notícia é que você também vai acertar.

Ser líder de si não quer dizer abandonar todos os lugares de que você gosta. É sobre assumir o controle da própria vida. Você cometerá erros e acertos, fará pior e também fará melhor do que aqueles que antigamente lideravam você.

Estamos em constante mutação. A maior dificuldade que temos encontrado é que a erva daninha do medo, as ameaças e as pseudomaldições têm matado nossas sementes. É mais confortável para as pessoas se encaixarem em um sistema já pronto do que serem livres e procurarem o próprio caminho.

As religiões e as filosofias de vida têm arrebanhado adeptos pelo sentimento de pertencimento a uma comunidade, ao passo que o caminho da liberdade espiritual e da busca é solitário.

Talvez nosso maior desafio seja criar uma comunidade. Isso conflita com a nossa ideia de ser livre, pois acreditamos que cada ser humano é livre. Jamais iremos sugerir que alguém faça isso ou aquilo, ou que aja de uma forma padronizada. Queremos transmitir uma mensagem de libertação dos sistemas.

Penso que o tolerancialismo seja uma filosofia de vida com sentimento anárquico. Nunca seremos um sistema ou uma filosofia com regras definidas. Certa vez, até brincamos ao criar a Lei de Toleran e os Dez Mandamentos do Tolerancialismo, uma sátira contra tudo aquilo que pretende controlar as pessoas. Quem tiver a oportunidade de ler verá a extrema liberdade de que falamos.

Somos apenas uma tentativa de filosofia de vida, por meio da qual queremos que as pessoas se libertem. Não para seguir aquilo que escrevemos, mas para que possam escrever a própria história.

Artigo: Irmão Barbosa.


+ artigos, acesse: https://toleran.org
Este Artigo faz parte do Livro de Toleran. O Livro do Tolerâncialismo.
Saiba + sobre o Tolerâncialismo:

O que é o Tolerâncialismo? – Toleran o Livro do Tolerâncialismo

O que é o Tolerâncialismo?

O que é o Tolerâncialismo Movimento filosófico que propõe a união de religiosos e irreligiosos, a partir da amizade entre as pessoas, tendo a religião e a irreligião como algo secundário. A investigação nos vales das religiões, filosofia e ciências deve ser a busca de todo tolerancialista. Primeiramente, deve ser celebrada a amizade entre as … Continue lendo O que é o Tolerâncialismo?