Na tentativa de evitar a perda, você negocia os seus limites.
Quantas pessoas abrem mão das coisas que gostam, para tentar manter uma relação que já está fadada ao fracasso.
Fazendo isso, elas negociam os seus limites, anulando-se dia após dia, até não sobrar mais nada do que realmente eram. Perde-se o sorriso, as expectativas, o bom humor; perde-se a vida tentando salvar aquilo que há muito tempo já está perdido.
Você anula seu verdadeiro eu, para se moldar ao querer de uma pessoa que, pouco a pouco, sem você perceber, está controlando as manoplas da sua vida.
Os anos se passam, você se torna um zumbi controlado pela manopla de mãos tóxicas, que sempre se importaram com o próprio querer e não com teus anseios, sonhos e expectativas. Pouco a pouco, você se anula para caber no mundo dessa pessoa, tornando-se escravo.
Quando suas vontades não são respeitadas, quando seus desejos não são levados em consideração, vai ocorrendo, pouco a pouco, a morte do seu verdadeiro eu, e você viverá uma vida triste de provações, mandos e desmandos, até o dia da perda de sua real identidade, a morte social de quem você era.
Quanto mais você tenta agradar, mais a corda aperta em seu pescoço, e o pior é que nunca está bom para a pessoa que você está tentando agradar.
Talvez você se mantenha nessa relação, baseado na crença de que tudo isso seria o melhor que você conseguiria para aquele momento. É aí que a maioria das pessoas erra, pois existe vida fora da caverna que você está habitando.
O mundo lá fora pode ser cruel, mas, com toda certeza, dentro desse mesmo mundo também pode ser maravilhoso. Experienciar novas sensações é a busca que tua alma precisa. Junto virão novas decepções e tristezas, mas também haverá momentos únicos e talvez a recompensa de encontrar tudo aquilo que você sempre mereceu.
Só conhecerá o que tem lá fora, quem tiver coragem de bater a porta. É como ir à praia: muitas coisas podem acontecer no meio do caminho, furar um pneu, quebrar o carro, mas só de chegar lá e ver o mar, tudo terá valido a pena.
Talvez a viagem seja tranquila e prazerosa, pois a maioria dos problemas que imaginamos dar errado está apenas na nossa cabeça. Portanto, mexa-se e sempre busque o melhor, e o melhor o encontrará.
Artigo: Irmão Barbosa.
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Este Artigo faz parte do Livro de Toleran. O Livro do Tolerâncialismo.
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