Aos intolerantes
A todos os nossos irmãos que escolheram o caminho da certeza, àqueles que têm em sua religião ou filosofia de vida a certeza absoluta de terem encontrado o sentido de sua existência, nesta casa também serão sempre bem recebidos.
O tolerancialismo é um convite à celebração da irmandade. As pessoas sempre serão respeitadas, mesmo que aquilo em que acreditam seja totalmente antagônico à nossa tentativa de filosofia.
Apenas pedimos que, por mais difícil que seja respeitar uma crença diferente da tua, olhe para a pessoa que está à sua frente, e não para aquilo em que ela crê. Acreditamos que as pessoas são mais importantes do que sistemas religiosos, filosóficos ou iniciáticos.
Antes de perguntarmos aos nossos irmãos no que eles creem, preferimos perguntar como podemos ajudar. A necessidade humana, para nós, sempre será mais importante do que aquilo em que as pessoas creem.
Se a tua certeza te faz bem, desde que ela não prejudique ninguém, deve ser respeitada. Mas, humildemente, pedimos que respeite pontos de vista e crenças diferentes das tuas. A busca por respostas é teu sagrado direito, seja você cristão, muçulmano, judeu, kardecista, umbandista ou praticante de qualquer outro tipo de crença.
A palavra intolerante é usada aqui para definir aquelas pessoas que desrespeitam pontos de vista antagônicos ao seu conjunto de crenças. Quando você tem um ponto de vista formado, ele deve servir apenas para você e para mais ninguém.
Tentar colonizar a vontade alheia, forçar uma conversão ou querer que a tua verdade seja imposta como a verdade de teu irmão, à força, são atitudes às quais associamos o nome de intolerância.
Acreditamos que todos os seres são livres para buscar o próprio caminho. Tentar doutrinar pessoas é um desrespeito para com teus irmãos que buscam respostas. Apresentar seu ponto de vista e suas crenças não é errado, desde que você não tente forçar nada.
As pessoas devem ter preservado o direito de ir e vir. Elas ficam porque gostam, não pelo medo ou por promessas de um paraíso. Devemos ser bons não por causa da religião ou do nosso sistema de crenças, mas pelo simples fato de sermos, única e verdadeiramente, bons.
O tolerancialismo nunca se oporá às pessoas, mas sempre aos líderes intolerantes e aos sistemas de cárceres dogmáticos que pretendem deter o monopólio da crença coletiva.
Sempre defenderemos a liberdade de escolha, mas nunca a imposição do medo. Quando uma pessoa diz que sua religião é melhor do que a outra ou que sua religião é a única certa, nós a chamamos de intolerante. É triste ver uma pessoa tentar colonizar a outra.
Antes de perguntarmos qual é a sua religião ou em que você acredita, pensamos ser mais importante perguntar: meu irmão, do que você precisa? Então, tentamos contribuir de alguma forma para que essa necessidade seja atendida. Isso é o tolerancialismo: juntar pessoas para ajudar pessoas.
De que servirá nossa passagem por este plano, se decidirmos ajudar apenas os nossos ou agir somente em benefício dos próprios interesses? De alguma forma, todos os dias devemos tentar ser luz no caminho de alguém, seja por meio de uma palavra, de uma atitude ou mesmo tentando proporcionar as condições necessárias para tornar mais feliz o dia de nossos irmãos.
Quando falo em nossos irmãos, refiro-me a todas as pessoas da humanidade, sem distinção de credos. Mesmo que aquilo em que alguém acredita seja totalmente incompatível com o que acreditamos, todos são nossos irmãos.
A quem chamamos de intolerantes? A todos aqueles que execram qualquer outra possibilidade de crença que não seja a sua. Também chamamos assim os líderes que proíbem qualquer tipo de busca, que tentam colocar grilhões nos tornozelos das pessoas e que pregam o medo, a retaliação ou qualquer tipo de castigo com a intenção de exercer controle.
Artigo: Irmão Barbosa.
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Este Artigo faz parte do Livro de Toleran. O Livro do Tolerâncialismo.
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