A selvageria do ladrão e a intervenção divina
A história de um encontro com a natureza selvagem e um confronto com um ladrão armado. Revela a crença do narrador em uma inteligência superior que o protegeu.
Certa vez presenciei uma cena que me chocou muito.
Vou descrevê-la aqui para vocês.
Aparentemente, uma onça ou um leopardo, eu não me recordo. Estava abocanhando a cabeça de uma mamãe macaco.
Agarrado ao corpo da mamãe macaco já sem vida. Encontrava-se um filhote desesperado, agarrado à sua mãe.
Ali tive o entendimento de que a natureza. Ela não é boa e nem ruim. Ela é selvagem.
Então devemos entender que a vida. Segue o mesmo conceito.
Uma vez eu estava em minha casa com minha família. Meu pai sempre me visitava, encostava o carro na lateral, batia no portão e entrava.
Num domingo de manhã, ele foi interceptado por um ladrão. Que entrou com ele dentro da casa.
O ladrão estava armado.
Meu pai se negava a dar a chave do carro. O carro tinha seguro.
Não sei por que meu pai não quis dar a chave. Mas enfim.
O ladrão sacou o revólver. Deu uma coronhada na cabeça do meu pai.
O sangue desceu por seu rosto. Encharcando toda a sua roupa.
A cena era horrorosa.
Eu peguei o meu pai. Coloquei-o de lado e dei uma pancada no peito do ladrão.
Eu ouvi um clique.
Ele atirou. Milagrosamente, a arma não disparou. Um cientista ou um ateu alegaria várias possibilidades, como munição velha ou arma em péssimas condições de uso. Eu sempre me apegarei à intervenção divina.
Essa má experiência que tive com o ladrão. Levou-me futuramente a entrar na arte suave, a ser um praticante de jiu-jitsu. Nunca devemos reagir quando alguém está armado.
Ele por diversas vezes vacilava. Com a arma na mão.
Anos depois, avaliando aquela cena. Eu facilmente poderia desarmá-lo.
Embora eu só tentasse isso. Se ele tentasse novamente agredir o meu pai.
Quando ele foi dar outra coronhada. Na cabeça do meu pai, eu me atraquei com ele e o empurrei fortemente contra a parede.
Ele se assustou. Saiu para fora, percebi que havia um comparsa que o acompanhava, e então ele foi embora.
Muitos podem dizer que a arma estava velha. Ou que realmente foi o acaso, mas nada tira da minha cabeça que uma inteligência superior à nossa nos guardava.
Eu ouvi uma voz que falou ao meu ouvido. Quando ele estava empunhando a arma.
A voz me dizia o seguinte. Vá com calma, tudo vai se resolver.
E então eu tentei argumentar. Protegendo meu pai, que estava ensanguentado.
A cena foi horrorosa.
Mas nada tira da minha cabeça. Que a natureza é cruel, dura e fria, mas houve algo ali, naquele momento, que sobrepôs a lógica da ordem.
O que aconteceria em uma selva. Onde predador e presa seguiriam suas rotinas e situações normais.
Mas o que aconteceu foi diferente.
Senti uma guarda.
E assim é a minha crença. No grande arquiteto do universo.
Embora a vida seja selvagem. Acredito que, se você pedir proteção todos os dias antes de sair de casa, é diferente de não pedir. A palavra tem poder, e a intenção nos conecta aos nossos protetores. Pelo menos esse é o meu entendimento.
Artigo. Irmão Barbosa.
+ artigos, acesse: https://toleran.org
Este Artigo faz parte do Livro de Toleran. O Livro do Tolerâncialismo.
Saiba + sobre o Tolerâncialismo: