A Convergência dos Paradoxos
Ideias antagônicas, dualidade, vida e morte, luz e sombra, bem e mal.
Paradoxos? Ou realidades que podem ser compreendidas sob óticas diferentes?
Os sistemas criaram essa paradoxalidade para dividir e confundir os homens.
Quando fazem uma pessoa acreditar que uma religião é do bem e a outra do mal. Quando denominam uma linha de pensamento como direita e a outra como esquerda.
O caos pode representar a ordem para alguns, assim como a ordem pode representar o caos para outros. O que vemos, muitas vezes, é apenas uma seletividade de interesses. Os líderes manipulam tudo em benefício próprio.
Cada ser humano é como um planeta coexistindo em um universo cuja dimensão sequer conseguimos compreender plenamente. Então, o que seria o ideal?
Se observarmos a beleza do cosmos, veremos a harmonia existente nesse complexo sistema, onde cada planeta e cada estrela exercem sua função para que esse ecossistema continue funcional.
Qualquer desarmonia entre seus participantes geraria destruição, e a confusão se instauraria. Porém, quando os paradoxos são reconciliados, impera a harmonia, e tudo passa a funcionar, gerando uma espécie de ordem universal.
Se entendermos que não existe vida ou morte, mas apenas continuidade, segundo a Lei da Conservação das Massas:
“Na natureza, nada se cria, nada se perde, tudo se transforma.”
Esse princípio também permite um entendimento, em um campo mais metafísico, de que nossa energia, após o passamento, também se transforma. No que, ou em qual dimensão, reside esse mistério?
Os homens têm criado muros quando deveriam construir pontes. Os muros separam os irmãos desta existência e alimentam o paradoxo; enquanto as pontes convergem e unem ideias diferentes.
No fim, o que realmente importa não é aquilo em que você acredita, mas saber conviver com seus irmãos.
Mesmo que eu não concorde com nada do que você esteja falando, devo respeitar seu ponto de vista. Acima do campo das ideias está o campo da irmandade. Acima dos egos inflamados deve existir a seguinte sentença iniciática:
Amo Clavis Est Orbi Universi.
O amor é a chave do universo.
Unicamente compreende o ser humano aquele que o ama sem esperança de retorno.
O amor é a chave capaz de reconciliar todos os paradoxos. Um sentimento poderoso, capaz de vencer os sistemas que os homens criaram. Enquanto o muro separa, a ponte une.
Imagine como seria nossa sociedade se todos se ajudassem, sem se importar se a pessoa ao lado professa uma crença diferente da sua.
Se todos colaborassem uns com os outros, a vida seria muito mais bela e harmônica.
Quando olho para alguém e percebo que não existe “o outro”, mas sim “o nós”, começo a aprender que muitos paradoxos são muros criados por líderes para separar afetos, criar disputas e defender apenas os interesses daqueles que comandam.
Se todos se amassem e pensassem mais uns nos outros, talvez não precisássemos depender tanto de líderes e organizações.
Quando comecei a entender que, para ser um verdadeiro cristão, eu não preciso necessariamente de um pastor ou de uma igreja; assim como, para ser judeu, não preciso obrigatoriamente de uma sinagoga.
Posso ser aquilo que quiser, desde que respeite quem pensa diferente de mim, e também exija respeito pela forma como penso.
Posso tentar conviver pacificamente com todos. Se existir amor verdadeiro, as pessoas sempre desejarão o bem do ser amado acima de crenças, religiões ou pontos de vista.
Quando se ama verdadeiramente, deseja-se o bem acima de tudo.
O amor é a única forma possível de conciliação dos paradoxos.
Artigo: Irmão Barbosa
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Este Artigo faz parte do Livro de Toleran. O Livro do Tolerâncialismo.
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