A paz de desistir
Quando você não se importa mais com o que as pessoas vão pensar, isso se torna extremamente libertador. A paz de desistir de querer se destacar entre os membros de sua convivência é a liberdade que torna o seu espírito livre das expectativas do mundo.
Quando você desiste de ir apenas por ir, e só vai quando realmente tem vontade, proporciona um bem tranquilizador à sua alma.
Existe uma paz profunda em não ir a qualquer lugar por obrigação. É exatamente nesse momento que você se liberta da condição de escravo social. Quando você não quer mais saber de tudo o que aconteceu e não se importa com a opinião das pessoas, entende que basta aquilo que sabe sobre si, pois é o que realmente importa.
Ao obedecer apenas à sua inteligência corporal, priorizar a paz e a calmaria da sua mente e permitir que sua palavra e seu pensamento se fortaleçam pelo poder da recusa diante de seus interlocutores, você encontrará a verdadeira paz do seu espírito.
Existe um estágio muito elevado que dificilmente é alcançado pelas pessoas normais. Ele surge quando alguém assume apenas compromissos que lhe proporcionam satisfação, faz somente as coisas que realmente alegram seu coração e possui a sapiência necessária para recusar todo o resto. A isso chamo de paz de desistir.
Quando você abre mão de vantagens, sejam elas financeiras ou pessoais, e está disposto a perder algo que poderia lhe ser compensador, trocando tudo isso pela calmaria mental e física, atinge o estado mais elevado, que é a paz de desistir.
Para atingir esse estado, é necessário aprender a viver com pouco, não criar grandes expectativas em relação ao mundo e possuir apenas o necessário para que seus dias sejam honrados com a tranquilidade financeira capaz de atender às suas necessidades primordiais.
Quando dedicamos tempo às atividades das quais gostamos, aprendemos a extrair delas o sustento necessário para viver, e isso nos traz alegria. Ao planejarmos uma estratégia inteligente, podemos fazer aquilo de que gostamos e ainda ser remunerados por isso.
Existem aqueles que também podem alcançar esse estágio por outros caminhos. Eles oferecem no altar da fortuna parte de sua energia vital para conquistar as reservas necessárias e, futuramente, fazer algo que lhes proporcione satisfação. Depois de atravessar essa fase e cumprir esse tempo, torna-se possível desistir daquelas coisas que lhes roubam a vida pouco a pouco.
Quando praticamos a paz de desistir dos holofotes sociais, ficamos bem com isso e deixamos de buscar o protagonismo em tudo. Assim, conquistamos a paz necessária para o recolhimento e assumimos o papel principal no grande teatro social chamado vida.
Artigo: Irmão Barbosa.
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Este Artigo faz parte do Livro de Toleran. O Livro do Tolerâncialismo.
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